CUIDADO COM OS FITOTERÁPICOS

Olá Pessoal,

Tudo bem com vocês?  Hoje o dia está maravilhoso para passear, sol lindo, dia quente, mas não podia deixar de vir aqui compartilhar um assunto de extrema importância.

Em julho, por orientação de um dermatologista, comecei a fazer o uso de um fitoterápico para o cabelo, no final de agosto comecei a ter enjoos, vomito constante, enxaquecas, fui parar no hospital algumas vezes.

unnamed1-300x300Como faço tratamento com reumatologista, achei que fosse por causa de alguma medicação, quando ele solicitou exames, levamos um susto!!

Minhas enzimas hepáticas estavam todas alteradas, algumas até 04 vezes acima do nível máximo aceitável, fizemos diversos exames para ver se não se tratava de hepatite, mas foi uma descompensação desencadeada pelo fitoterápico.

PENSAR QUE “O QUE É NATURAL NÃO FAZ MAL” É ERRADO!

Portanto, procure sempre orientação de profissional de saúde, fuja das fórmulas milagrosas e, sempre, evite a automedicação.   Segue, abaixo, as orientações da Anvisa em relação  aos fitoterápicos:

O que são fitoterápicos?

Fitoterápicos são medicamentos obtidos empregando-se, como princípio-ativo, exclusivamente derivados de drogas vegetais. São caracterizados pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, como também pela constância de sua qualidade.
Fitoterápicos são regulamentados no Brasil como medicamentos convencionais e têm que apresentar critérios similares de qualidade, segurança e eficácia requeridos pela ANVISA para todos os medicamentos.

Qual a diferença entre planta medicinal e fitoterápico?

As plantas medicinais são aquelas capazes de aliviar ou curar enfermidades e têm tradição de uso como remédio em uma população ou comunidade. Para usá-las, é preciso conhecer a planta e saber onde colhê-la e como prepará-la.
Quando a planta medicinal é industrializada para se obter um medicamento, tem-se como resultado o fitoterápico. O processo de industrialização evita contaminações por microorganismos, agrotóxicos e substâncias estranhas, além de padronizar a quantidade e a forma certa que deve ser usada, permitindo uma maior segurança de uso.
Os medicamentos fitoterápicos industrializados devem ser registrados no ANVISA/Ministério da Saúde antes de serem comercializados.

Os fitoterápicos podem fazer mal à saúde?

Como qualquer medicamento, o mau uso de fitoterápicos pode ocasionar problemas à saúde, como por exemplo: alterações na pressão arterial, problemas no sistema nervoso central, fígado e rins, que podem levar a internações hospitalares e até mesmo à morte, dependendo da forma de uso.

Qual o papel da ANVISA com relação aos fitoterápicos?

A ANVISA tem o papel de regulamentar todos os medicamentos, incluindo os fitoterápicos, e fiscalizar as indústrias farmacêuticas com o intuito de proteger e promover a saúde da população.
Sendo assim, a ANVISA controla a produção, a liberação para consumo (registro) e acompanha a comercialização dos medicamentos, podendo retirá-los do mercado caso seu consumo apresente risco para a população.

Quais as precauções em relação aos fitoterápicos?

Os cuidados são os mesmos destinados aos outros medicamentos:

  • Buscar informações com os profissionais de saúde;
  • Informar ao seu médico qualquer reação desagradável que aconteça enquanto estiver usando plantas medicinais ou fitoterápicos;
  • Observar cuidados especiais com gestantes, lactantes, crianças e idosos;
  • Informar ao seu médico se está utilizando plantas medicinais ou fitoterápicos, principalmente antes de cirurgias;
  • Adquirir fitoterápicos apenas em farmácias e drogarias autorizadas pela Vigilância Sanitária;
  • Seguir as orientações da bula e rotulagem;
  • Observar a data de validade – Nunca tomar medicamentos vencidos;
  • Seguir corretamente os cuidados de armazenamento;
  • Ter cuidado ao associar medicamentos, o que pode promover a diminuição dos efeitos ou provocar reações indesejadas.
  • Desconfiar de produtos que prometem curas milagrosas.

Como saber se um fitoterápico é registrado na ANVISA/ Ministério da Saúde?

Verifique na embalagem o número de inscrição do medicamento no ministério da Saúde. Deve haver a sigla MS, seguida de um número contendo 9 ou 13 dígitos, iniciado sempre por 1. Há a possibilidade de buscar o registro do produto no site da ANVISA.  Ao encontrar um produto sendo vendido como fitoterápico que não tenha registro na ANVISA, você deve comunicar a Vigilância Sanitária de sua cidade ou estado, ou denunciar à ANVISA.


Fiquem sempre atentos, sempre aparecem produtos milagrosos no mercado, principalmente, para os portadores de alopecia.

Abram os olhos, não acreditem em cura milagrosa!!!

E sempre, SEMPRE procurem orientação médica.

Feliz sábado a todos!!

Beijocas, Claudinha

Publicidade

SALSA, SALSINHA… TEMPERO OU REMÉDIO?

Muito utilizada nos pratos culinários mais diversificados, este tempero tão saboroso pode esconder mistérios além de sua imaginação.

Origem

Natural da Europa, a salsa (conhecida também por salsinha, salsa-de-cheiro ou salsa-hortense) foi trazida para o Brasil no início da colonização. Seu cultivo é relativamente fácil: pode ser cultivada em vasos e adapta-se muito bem a terrenos areno-argilosos, ricos em matéria orgânica, fracamente ácidos e bem drenados.  Os antigos egípcios usavam-na como um remédio para dor de estômago e distúrbios urinários. Os romanos acreditavam que a salsa evitava intoxicação e, portanto, a empregava para desodorizar o ar (repleto de álcool) durante seus banquetes. No passado acreditava-se que ela era capaz de curar doenças como a malária, a peste e o envenenamento. Atualmente, ela é mais conhecida pelas suas propriedades diuréticas e carminativas.

Mas, afinal, como utilizá-la medicinalmente?

Propriedades Terapêuticas

  • Diurética (facilita a secreçao da urina)
  •  Emenagoga (provoca a vinda da menstruação)
  • Carminativa (combate os gases intestinais)
  • Expectorante (facilita a expectoração)
  • Antitérmica (combate a febre)
  • Eupéptica (melhora a digestão)
  • Vitaminizante (colabora na regeneração das células)
  • Aperiente (abre o apetite)
  • Antiinflamatória (combate inflamações)

Indicaçoes

As folhas podem ser utilizadas para combater: 

  • Febres Intermitentes – Uso interno: suco – 1 colher de sopa três a quatro vezes ao dia.
  • Bronquite Asmática e Laringite Crônica – Uso interno: suco adoçado com mel – 1/2 xícara de café uma vez por dia, em jejum.
  • Equimoses – Uso externo: suco (sob a forma de compressa) – aplicar, no mínimo, três vezes ao dia.
  • Disenteria – Uso interno: chá por decocção – 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
  • Inflamaçao e Edema de Pálpebras – Uso externo: sob a forma de cataplasma fria – aplicar várias vezes ao dia.
  • Hemorragias Nasais – Uso externo: introduzir folhas trituradas nas narinas.
  • Hemorragias de Ulceras e Feridas, Picadas de Insetos, Nevralgias – Uso externo: sob a forma de cataplasma – aplicar três a quatro vezes ao dia.

As raízes podem ser empregadas no combate a:

  • Gases Intestinais – Uso interno: chá por decocçao – 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
  • Nefrite e Cistite – Uso interno: chá por infusao – 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
  • Anasarca, Hidropisia, Edemas de Membros Inferiores – Uso interno: chá por decocção (de 30 a 100g para cada litro de água) – 1/2 xícara de 4 em 4 horas.

As sementes atuam na:

  • Atonia Gástrica e Nevralgias em geral – Uso interno: chá por decocçao – 1 xícara três vezes ao dia.

ATENÇÃO: Se você é adepto da medicina natural, experimente os efeitos terapêuticos da salsa e descubra porque os fitoterapêutas a recomendam até hoje; MAS CUIDADO, A salsa, através de uso interno, é contra-indicada para gestantes e lactantes, pois um de seus componentes, o apiol, é estrogênico; isto é, altera o sistema reprodutor feminino e pode provocar o aborto.

 Fonte: http://www.saudeinformacoes.com.br