APRENDA A LIDAR COM PESSOAS DIFÍCEIS

Texto de Jamil Albuquerque publicado no site Motivação

Nada mais desmotivante que ter de conviver com pessoas difíceis. É o exercício pleno da tolerância. Tolerância é suportar levemente, a contragosto, alguma coisa na espera de algo melhor. Conta a lenda que quando pedimos tolerância a Deus, Ele sempre coloca uma pessoa difícil ao nosso lado. É a forma de testar o discípulo. Da mesma maneira, pessoas difíceis são o teste. Será que há algo que possamos fazer para eliminar alguns desgastes ao lidar com elas? Será que existem segredos para tornar essas relações mais harmoniosas e mais efetivas?

Alguns conselhos

Aprender a lidar com pessoas difíceis é um grande diferencial no mundo dos negócios, nas relações humanas, e o conduzirá a uma vida mais próspera, mais justa e mais feliz. Então, sugiro algumas dicas:

  • Evite apontar erros de forma ríspida, é uma ação muito provocadora e improdutiva.
  • Jamais envergonhe a outra pessoa.
  • Não a coloque em uma má situação.
  • Evite a pancada direta, que humilha.
  • Tenha certeza de que ninguém é difícil porque gosta de ser difícil.
  • Use a fórmula dos 3Rs – Respeito pelo próximo, Respeito por si mesmo e Responsabilidade pelas suas ações.

3 passos para dar feedback usando o processo “mais-menos-mais”

  • 1º Passo – Comece de uma maneira amigável e fale uma coisa boa, positiva, uma apreciação sincera. Afinal, todos têm qualidades.
  • 2º Passo – Diga o que deve ser melhorado, o negativo, o menos, o puxão de orelha: “Você tem potencial, capacidade técnica, mas pode melhorar nisso, naquilo, etc.”.
  • 3º Passo – É o mais positivo. Um convite a tentar novamente: “Eu sei que você pode, eu confio em você, sei que tem potencial e pode dar conta do recado.

Tenho certeza de que você irá conseguir atingir seus objetivos. Eu sei que errou tentando fazer o melhor e, da próxima vez, vai acertar”. Essa é a fase da valorização e do desafio, ela permite que a pessoa salve seu próprio prestígio. Afinal, você não quer que ela saia dessa conversa arrasada, quer que melhore seu comportamento.

Para lidar com tipos dominadores e controladores

  • Nem olho por olho nem submissão são reações aconselháveis.
  • Mostre respeito sem ser submisso.
  • Tente mostrar pontos de vista diferentes, sem atacar diretamente.
  • Exercite a tolerância, mesmo que o outro esteja errado.

Para lidar com pessoas agressivas ou duras

  • Meiguice não é uma postura adequada com pessoas desse perfil.
  • Confronte claramente o comportamento, não a pessoa.
  • Olhe nos olhos e se dirija ao outro pelo nome.
  • Jamais humilhe ou despreze.
  • Tenha coragem para interromper, antes que as coisas fiquem sem controle.

Para lidar com pessoas desconfiadas

  • Satisfaça sua necessidade básica de segurança.
  • Responda com outras perguntas.
  • Ignore seus ataques.
  • Pergunte se a desconfiança é sempre ou só naquele caso.
  • Permita-se uma “certa desinteligência” momentânea e calculada.

Para lidar com pessoas caladas

  • Prefira perguntas abertas, não faça um interrogatório.
  • Construa pontes de diálogo.
  • Treine a sua paciência.

Para lidar com pessoas supersimpáticas

  • Lembre-se de que são boas demais para serem de verdade.
  • Cale-se simpaticamente ante pretensões demasiadas.
  • Jamais pense que os galanteios são algo pessoal.
  • Treine a habilidade de fazer perguntas seletivas. Peça evidências que comprovem o que a pessoa está dizendo.

Para lidar com pessimistas e negativistas

  • Jamais se deixe contagiar.
  • Fale devagar.
  • Tenha paciência.
  • Faça perguntas que peçam respostas com soluções para as dificuldades.
  • Use o bom humor.

Para lidar com os dramáticos

  • Estabeleça limites por meio de articulações claras.
  • Deixe um tema pela metade e fale de um assunto diferente. Afinal, nós temos de sobreviver.
  • Jamais se afogue no maremoto do dramático.
  • Mantenha o contato visual e pergunte o que ele faz de diferente para mudar as coisas.

Para lidar com os intolerantes

  • Jamais se deixe intimidar.
  • Interprete-os com gentileza.
  • Use um toque de ironia.
  • Coloque seus limites.
  • Só vire a mesa como último recurso.

Jamil Lopes de Albuquerque é economista com pós-graduação em Marketing, terapeuta comportamental e escritor. Ministra treinamentos, cursos e consultoria nas áreas de Carreira, Vendas, Gerência, Estratégia, Negociação e Oratória.

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Sobre Claudinha Grycak

Brasileira, divorciada, natural de São Paulo, 40 anos. Sou portadora de Alopecia há 21 anos, criei esse blog para aproximar as pessoas que sofrem desse problema. "Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser."
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