ACNE DEPOIS DOS 25 ANOS?

Se até pouco tempo atrás a acne era um quadro típico das adolescentes, hoje é cada vez mais frequente nos depararmos com os inconvenientes cravos e espinhas após os 25, 30, 35 anos… Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com o laboratório Theraskin mostrou que a acne é o maior problema que leva as mulheres ao consultório médico. E, veja só: a média de idade aponta para os 26 anos, fase na qual a preocupação deveria ser outra – com a prevenção do envelhecimento precoce, por exemplo. A Avon reitera esses dados, pois também concluiu, segundo pesquisa, que 57% das brasileiras, com idade até 39 anos, citam a acne, o excesso de oleosidade e as marcas de cravos e espinhas como seus problemas de beleza mais comuns. Afinal, o que está acontecendo? O que está levando a esse “surto tardio”? Nós descobrimos quatro vilões. Quer saber quais são? Acompanhe!

Vilão 1: uso inadequado de cosméticos

“Muitas vezes, sob o apelo dos anúncios, a mulher adota produtos com excesso de óleo na formulação, que, numa pele ainda jovem, podem acabar levando ao aparecimento da acne adulta”, explica a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo. “Mas será que aquele potinho cheio de glamour é realmente indicado para quem o está comprando?”, fala Paula Cabral, dermatologista e nutróloga da Clínica Hagla, no Rio de Janeiro. Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a maioria das pessoas não sabe especificar o tipo de pele que tem (seca, mista, oleosa, com tendência à acne ou sensível). “O veículo e a textura são tão importantes quanto o princípio ativo da fórmula”, avisa Shirlei. Entretanto, de uma forma geral, pele oleosa se dá bem com formulações em gel e o tipo misto com sérum ou loção. Esse cuidado também pode ser aplicado na escolha da maquiagem, como corretivo e base. “É fundamental optar por produtos oilfree (veja no rótulo). No caso do corretivo, ele pode conter também enxofre e ácido salicílico, substâncias que secam eventuais espinhas ao mesmo tempo que as disfarçam”, sugere Shirlei. Nos produtos manipulados, os ácidos azeláico, mandélico, salicílico, além do asebiol, do peróxido de benzoíla e da resorcina, controlam a oleosidade. Converse com o seu médico.

Vilão 2: stress sem controle

Além de problemas hormonais, como a síndrome do ovário policístico (que desequilibra os hormônios femininos), a acne tardia também pode ser desencadeada ou agravada por culpa do stress – em meio à desordem hormonal que ele provoca, há um aumento de cortisol, que acelera a fabricação de óleo pelas glândulas sebáceas e ainda modifica sua consistência, agravando o problema. “Algumas mulheres, sob tensão intensa, ainda têm mania de cutucar o rosto, piorando as lesões”, conta Otávio Macedo, médico dermatologista de São Paulo e autor do livro Acne Tem Cura (editora Globo). Uma boa maneira de lidar com a ansiedade é praticar atividade física, pois ela equilibra a produção de todos os hormônios e também secreta endorfina, responsável pelo humor. De acordo com o ortopedista Ricardo Munir Nahas, diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, as atividades aeróbicas são as mais recomendadas (caminhar, correr, nadar, pedalar ou fazer transport). “Mas é preciso praticar o exercício com regularidade, no mínimo três vezes por semana, de 30 a 40 minutos”, diz o médico. Se a academia não for a sua praia, tente a ioga ou então terapias alternativas, como os florais e a meditação.

Vilão 3: alimentação desequilibrada

Estudos recentes têm mostrado uma ligação cada vez mais estreita entre dieta e o aparecimento da acne. Isso se confirma em pesquisa realizada pela Universidade de Melbourne, na Austrália, que apontou o consumo de alimentos de alto índice glicêmico como desencadeadores de lesões acneicas. Um outro estudo feito na Universidade de Oslo, na Noruega, confirma essa conclusão. Alimentos ricos em açúcares, gorduras e sódio podem, sim, ser o gatilho para ter espinhas. Isso ocorre porque o excesso de glicose proveniente deles desequilibra a produção de insulina, que, por sua vez, causa uma inflamação celular que aumenta a produção de sebo pelas glândulas sebáceas. “Além disso, o excesso de açúcar desencadeia a produção de outros hormônios, como o andrógeno, um dos causadores da acne”, explica a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo. Tem mais: o consumo de hormônios via produtos de origem animal, como leite e carne, principalmente a do frango, também pode provocar mais oleosidade. Por isso, dê preferência aos orgânicos e opte pelas versões integrais de arroz, pão e massa – que reduzem o índice glicêmico. A seguir, alguns alimentos para você incluir no seu cardápio:

  • Abobrinha, cenoura, batata-doce e damasco: fontes de betacaroteno, podem desacelerar a atividade das glândulas sebáceas.
  • Abacate, banana, batata, salmão: têm vitamina B6, que ajuda a regular os hormônios que causam as espinhas.
  • Noz, azeite, linhaça, castanha: ricos em ácidos graxos essenciais, inibem a inflamação e, consequentemente, o excesso de oleosidade e as lesões acneicas.
  • Peru, tofu, ostra: contêm zinco, mineral capaz de fortalecer o sistema imunológico, reduzir inflamações e promover a regeneração do tecido cutâneo.

Vilão 4: vestígios de maquiagem e de poluição

A menos que você more numa reserva ecológica, difícil dizer que a sua pele não sofre com os danos da poluição. “Existem substâncias prejudiciais no ar que podem obstruir os poros. Assim, priorizar a limpeza é fundamental!”, diz Shirlei Borelli. A recomendação vale mais ainda para as mulheres que não saem de casa sem pó ou base. A higiene diária deve ser feita com produtos capazes de remover a oleosidade na medida certa – sem causar ressecamento (aquela sensação de pele repuxada). Por isso, duas vezes ao dia, opte por um sabonete facial (deixe o do corpo para o corpo!) contendo ácido salicílico, enxofre ou peróxido de benzoíla. Evite também espremer cravos e espinhas, pois o contato da secreção contaminada com outra área da pele pode provocar mais lesões, além de causar cicatrizes. Faça uma esfoliação leve, uma a duas vezes por semana, com um produto pouco abrasivo (que não causa o lixamento da pele, pois isso pode deixá-la mais sensível, irritada e até manchada). Uma vez por mês, invista numa limpeza com esteticista para remoção dos cravos e espinhas que ainda não apontaram. Eles podem evoluir e provocar acne inflamatória, agravando o quadro.

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Sobre Claudinha Grycak

Brasileira, divorciada, natural de São Paulo, 40 anos. Sou portadora de Alopecia há 21 anos, criei esse blog para aproximar as pessoas que sofrem desse problema. "Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser."
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