CALVÍCIE E ALOPECIA PODEM SER MINIMIZADOS

Por Claudia Grycak

Bom dia!!

Tudo bem com vocês?   Espero que sim…

Hoje trago um texto da Sociedade Brasileira de Cirurgia dermatológica sobre a saúde dos cabelos, onde pode se ver que calvície e alopecia podem ser minimizados.  Espero que gostem.

Que todos tenham uma excelente sexta-feira.

Beijocas, Claudinha

A sociedade tem dado muito valor social e cultural aos cabelos e seus penteados. Se os cabelos forem ficando escassos ou ralos, tanto homens quanto mulheres se tornam preocupados. Sem entenderem o porquê da queda dos cabelos acabam recorrendo às chamadas “poções mágicas”, vitaminas, massagens no couro cabeludo e até tratamentos elétricos com o objetivo de estimular o crescimento dos cabelos. Queda de cabelo é um fato comum e uma alta porcentagem apresenta esta queixa. Para se ter uma idéia, um estudo mostrou que em cada três homens, aproximadamente dois desenvolvem alguma forma de calvície ao longo de suas vidas.

Crescimento normal dos cabelos

Aproximadamente 90% dos cabelos do couro cabeludo encontram-se em fase de crescimento, sendo que esta tem duração de cerca de dois a seis anos. O restante, 10%, encontra-se em fase de repouso, cuja duração aproximada é de dois a três meses. O cabelo cai ao atingir o fim desta fase.

É normal que caiam de 50 a 100 fios por dia. Sempre que um fio cai ele é substituído por outro no mesmo folículo dando início a um novo ciclo de crescimento. Os cabelos crescem, aproximadamente, 1cm por mês. À medida que o indivíduo envelhece, o crescimento dos cabelos tende a ser mais lento.

Cabelos naturalmente louros geralmente apresentam-se em maior número (140.000 fios) do que aqueles de cor escura (105.000 fios) e ruivos (90.000 fios).

O cabelo é formado, em sua maior parte, por uma proteína que também é encontrada nas unhas. Todos deveriam ingerir uma quantidade adequada de proteínas para manter normal a produção dos cabelos. As proteínas são encontradas em carnes vermelhas, frango, peixe, ovo, alguns queijos, grãos, castanhas, tofu e feijão.

O que causa a perda excessiva de cabelos?

A queda excessiva de cabelo pode ter muitas causas diferentes. A pessoa que perceber que seus cabelos estão caindo em grande quantidade depois de penteá-los ou lavá-los, ou que estes estão se tornando mais finos ou escassos deveria consultar seu dermatologista. É importante descobrir a causa e se o problema responderá ao tratamento médico ou não.

Dermatologistas, médicos especializados no tratamento de alterações no cabelo e na pele, irão avaliar o problema do paciente buscando informação sobre sua dieta, uso de medicamentos, inclusive vitaminas tomadas nos últimos 6 meses, história familiar, alguma doença recente e cuidados habituais com os cabelos. No caso de mulheres que apresentem esta queixa, o médico deve perguntar sobre ciclo menstrual, gravidez e menopausa.

Após o exame do couro cabeludo pode-se checar o fio de cabelo ao microscópio. Testes laboratoriais podem ser indicados incluindo biópsia do couro cabeludo.

Dentre as principais causas podemos citar:

  • Pós-parto – Quando a mulher está grávida ela perde menos cabelos do que perderia normalmente caso não estivesse neste período. No entanto, após o parto, muitos fios entram na fase de repouso do ciclo. Em aproximadamente 2 a 3 meses após o parto, algumas mulheres irão notar uma quantidade aumentada de fios em pentes e escovas. Este fato pode perdurar de 1 a 6 meses, mas se resolve completamente na maioria dos casos.
  • Febre alta, infecção grave e resfriado forte – Em um período que varia de 4 semanas a 3 meses após o desenvolvimento destes quadros pode haver queda de cabelo que, no entanto, se corrige espontaneamente.
  • Doenças da tireóide – Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem ser causas de queda de cabelo. Estas alterações da tireóide podem ser diagnosticadas através de exames laboratoriais. O tratamento correto das doenças da tireóide pode corrigir a perda capilar.
  • Dieta inadequada em proteína – Algumas pessoas que fazem dietas pobres em proteínas ou têm hábitos alimentares anormais podem desenvolver desnutrição protéica. O corpo irá economizar suas proteínas fazendo com que os fios que se encontrem na fase de multiplicação passem para a fase de repouso. Passados 2 ou 3 meses pode haver uma queda maciça dos cabelos. Devido ao enfraquecimento dos pelos arrancá-los juntamente com suas raízes torna-se mais fácil. Essa condição pode ser prevenida e revertida com quantidades adequadas de proteínas na dieta.
  • Medicamentos – Algumas drogas prescritas podem causar queda de cabelos temporariamente em um pequeno grupo de pessoas. Exemplos dessas drogas incluem alguns medicamentos usados no tratamento de gota, artrite, depressão, problemas cardíacos, hipertensão arterial e anemia. O excesso de vitamina A também pode levar à queda de cabelo.
  • Tratamentos de câncer – Alguns tipos de tratamentos para câncer farão com que as células responsáveis pelo crescimento dos cabelos parem de se dividir. Os cabelos começam, então, a ficar finos e quebradiços. Isto ocorre cerca de 1 a 3 semanas após o início do tratamento. Pacientes podem chegar a perder mais de 90% dos seus cabelos. Após terminado o tratamento, o crescimento capilar se reinicia. Alguns pacientes optam pelo uso de perucas antes do término do tratamento.
  • Pílulas anticoncepcionais – Mulheres que apresentam queda de cabelos enquanto estão em uso de pílulas anticoncepcionais, geralmente já apresentam uma tendência prévia a terem menor quantidade de cabelos. Se esta queda realmente ocorrer, a usuária deverá consultar seu ginecologista na tentativa de substituir o anticoncepcional usado. Quando a mulher interrompe o uso do anticoncepcional ela poderá perceber que a queda do cabelo inicia-se 2 a 3 meses após esta interrupção podendo permanecer até 6 meses. O fato ocorre à semelhança das mulheres no pós-parto.
  • Baixo nível de ferro no sangue – A deficiência de ferro também pode levar à queda de cabelo. Algumas pessoas não ingerem ou não absorvem bem o ferro. Mulheres que têm período menstrual de volume ou duração prolongada, também podem desenvolver esta deficiência. A detecção da redução do ferro no sangue é feita através de exames laboratoriais e pode ser corrigida pelo uso de comprimidos ou medicações que contenham ferro.
  • Grandes cirurgias e doenças crônicas – Qualquer pessoa que se submeta a uma cirurgia de grande porte (estresse para o organismo) pode perceber queda dos cabelos 1 a 3 meses após o procedimento cirúrgico. Esta condição se reverte espontaneamente em poucos meses, o que não ocorre nos casos de doenças crônicas.
  • Alopécia Areata – É o tipo de queda de cabelo que leva a uma área pequena e arredondada totalmente sem cabelos (“pelada”) e do tamanho de uma moeda ou maior. Raramente, ocorre a perda completa dos cabelos do couro cabeludo e do corpo. Esta alteração pode acometer crianças e adultos de qualquer idade. A causa da alopécia areata ainda é desconhecida. As pessoas apresentam excelente saúde física fora este sinal. Em alguns casos os cabelos podem voltar a crescer espontaneamente. Dermatologistas podem tratar muitas pessoas com esta condição através de medicações tópicas ou, em alguns casos, sistêmicas.
  • Calvície hereditária – É a causa mais comum, sendo que esta tendência pode ser herdada tanto do lado materno quanto do lado paterno da família. Mulheres com este “traço” desenvolvem cabelos ralos, não se tornando completamente carecas. Essa condição é chamada de alopécia androgenética e pode começar na adolescência, aos 20 ou 30 anos. Não há cura, porém tratamentos medicamentosos têm se tornado disponíveis recentemente. Um dos tratamentos envolve a aplicação de uma loção, minoxidil, 2 vezes ao dia no couro cabeludo. Alguns penteados podem esconder a região com menos cabelos. E o transplante de cabelos pode redistribuir os fios que permaneceram.
  • Infecção por fungos – Inicialmente formam-se pequenas áreas de descamação que podem se estender e resultar em áreas de fios quebradiços, eritema (vermelhidão), edema (inchaço) e infiltração. Essa infecção é contagiosa e mais comum em crianças. Tratamento com medicação oral leva à cura.
  • Cosméticos e cuidados inapropriados – Muitos homens e mulheres usam tratamentos químicos em seus cabelos, incluindo tinturas, água oxigenada, descolorantes, alisantes, permanentes e outros. Esses, raramente, danificam os cabelos se forem usados corretamente. No entanto, se usados com muita freqüência ou deixados por tempo prolongado, os cabelos podem tornar-se fracos e quebradiços. Também o uso de mais de um tipo de produto simultaneamente ou descolorantes em cabelos já previamente descoloridos pode danificar os cabelos. Se por estes motivos os cabelos se tornarem frágeis, o melhor é interromper o uso até o crescimento de novos fios. Lavar, pentear e escovar muito freqüentemente pode danificar os fios tornando-os quebradiços. Condicionadores e creme rinse podem ser usados após o xampu para facilitar o penteado. Quando o cabelo está molhado, é mais frágil, devendo-se evitar pentes, escovas e fricção intensa com toalhas. Não siga a antiga instrução de “dar 100 escovadas por dia”. Use sempre pentes e escovas macias. Evite os penteados que tracionem intensamente os cabelos, como “rabo de cavalo” e tranças. Estes, quando usados, devem ser alternados com os cabelos soltos, pois presos constantemente podem levar a quedas.

Transplante de cabelos

Homens e mulheres que apresentam calvície podem considerar o transplante de cabelo como uma alternativa. Qualquer pessoa que tenha apresentado queda irreversível de cabelo pode ser um candidato ao transplante. As pessoas que serão beneficiadas por esse tratamento incluem:

  • Homens com formas hereditárias de calvície
  • Algumas mulheres com áreas de fios reduzidos
  • Pessoas que tenham perdido alguns, não todos, os cabelos devido a queimaduras ou outros acidentes em couro cabeludo, sobrancelhas ou até cílios

O procedimento de transplante envolve a mudança de cabelos de uma área doadora (que contenha fios normais) para a receptora (careca ou com poucos cabelos). Pelo fato de ser um procedimento cirúrgico e, por isso, requerer tempo e dinheiro, este não é um tratamento usado rotineiramente.

A escolha do procedimento a ser realizado dependerá do tipo de queda de cabelo e o dermatologista poderá indicar qual é o melhor método em cada caso.

Fonte: http://www.sbcd.org.br/

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Sobre Claudinha Grycak

Brasileira, divorciada, natural de São Paulo, 40 anos. Sou portadora de Alopecia há 21 anos, criei esse blog para aproximar as pessoas que sofrem desse problema. "Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser."
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2 respostas para CALVÍCIE E ALOPECIA PODEM SER MINIMIZADOS

  1. valeria Matos disse:

    Gostei muito da explicação dada sobre este assunto.
    Recentemente soube, que estou com Alopécia Areata, é simplesmente terrível a sensação que sentimos ao ver uma parte do couro cabeludo sem um fio de cabelo.Espero conseguir reverter o quadro. Tenho tido alguns problemas de saúde, inclusive hemorragia vaginal e pode esta, ser uma das conseguencias….
    obrigada pelo esclarecimento.

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