VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM DRUNKOREXIA?

Uma nova face dos distúrbios alimentares foi colocada em discussão recentemente a partir da abordagem na teledramaturgia brasileira – a drunkorexia.  

Mesmo sem ter sido denominada ainda como uma doença pela Organização Mundial da Saúde, o fenômeno evidencia a relação com o álcool de pessoas que sofrem com disfunções alimentares e passam a tratá-lo como um substituto alimentar.  A expressão drunkorexia vem da junção entre as palavras drunk (embebedado, em inglês) e anorexia, uma disfunção alimentar caracterizada pela perda de apetite e por atitudes obsessivas em relação à magreza.  A drunkorexia, portanto, acontece quando um indivíduo, preocupado obsessivamente em não engordar, passa a consumir bebidas alcoólicas para substituir a comida. A doença acomete principalmente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres.

De um a dois por cento da população mundial sofrem de anorexia e, dessas pessoas, cerca de 30% fazem uso inadequado de álcool. No Brasil, de três a quatro por cento das mulheres sofrem com distúrbios alimentares. Entre elas, o uso indevido do álcool é maior do que entre pessoas sem os mesmos distúrbios.

De acordo com o psiquiatra dr. Hamer Palhares, do Einstein, quem sofre com a doença consome álcool também por seu efeito sedativo. “O álcool dá a sensação de perda de apetite ou faz com que a pessoa durma, ao invés de comer. Além disso, a ansiedade é um dos sintomas mais frequentes entre os pacientes de distúrbios alimentares e o álcool cria a falsa idéia de aliviar o problema. Em médio e longo prazos, na verdade, aumenta a ansiedade e pode gerar quadros depressivos”, explica o médico.

Dependência

Um dos maiores males da drunkorexia é aumentar as chances de que o paciente, que já sofre de anorexia, torne-se dependente de álcool. Nas mulheres, o alcoolismo evolui mais rápido do que nos homens. Comparada a eles, as mulheres possuem mais gordura e menos água no corpo. E o álcool necessita de água para se diluir. Uma mesma quantidade alcoólica tem efeito maior nas mulheres, abrindo caminho para uma possível dependência.  Além disso, o período de maior vulnerabilidade para dependências é entre os 12 e os 15 anos de idade. Como existem meninas nessa idade que já sofrem de anorexia, se existir um contato com bebidas alcoólicas nesse período, as chances de tornarem-se dependentes são ainda maiores.

Principais sintomas

Os sintomas da drunkorexia, geralmente, são os mesmos da anorexia. Distorção da imagem corporal (os pacientes podem se achar gordos mesmo quando são muito magros), indução ao vômito, exagero na quantidade de exercícios físicos, uso de anfetaminas e laxantes, preocupação obsessiva com a magreza e com a alimentação.

Diagnóstico

O diagnóstico da é basicamente clínico e considera o histórico da paciente. Relatos de familiares ou de amigos também são importantes para o médico, já que a paciente pode minimizar informações para se defender da perda de controle sobre o próprio corpo. Mesmo assim, exames laboratoriais são realizados para que sejam descartadas as possibilidades de outras patologias.

Tratamento

O tratamento da drunkorexia é integrado e considera tanto o problema da anorexia, quanto o da possível dependência alcoólica. Normalmente são combinados medicamentos (no geral, antidepressivos), apoio familiar e terapia cognitivo-comportamental. Nos casos de abstinência alcoólica, são indicados ansiolíticos e, dependendo do caso, a frequência em grupos de mútua ajuda, como Alcoólicos Anônimos (AA).

Alerta aos pais e amigos

Para aqueles que convivem com uma pessoa que pode estar sofrendo de distúrbio alimentar ou drunkorexia, fica um alerta: preocupação excessiva com o corpo, vômitos frequentes, rápida perda de peso, hálito alcoólico e preocupação exagerada com o conteúdo calórico dos alimentos são os sintomas mais evidentes.  Na opinião do Dr. Hamer, se os familiares têm suspeita de drunkorexia na família, devem conversar abertamente com a pessoa. “A postura aberta geralmente é mais produtiva. Se estiverem em dúvida, podem procurar a opinião de um médico. E nos casos de necessidade óbvia de tratamento, caso o paciente se recuse a aderir, a família deve procurar ajuda profissional e descobrir a ação mais adequada a ser tomada”, explica.

Condição cultural

Além dos fatores neurofisiológicos, acredita-se que a drunkorexia, assim como a maioria dos distúrbios alimentares, é fruto de fatores biopsicossociais com forte influência cultural.  A sociedade ocidental tem imposto sobre as mulheres, principalmente, um padrão de beleza em que só há espaço para as magras. Essa imposição tem se mostrado, cada vez mais, uma grande inimiga de muitas meninas.

Fonte: http://www.einstein.br/espaco-saude/Paginas/espaco-saude.aspx

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Sobre Claudinha Grycak

Brasileira, divorciada, natural de São Paulo, 40 anos. Sou portadora de Alopecia há 21 anos, criei esse blog para aproximar as pessoas que sofrem desse problema. "Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser."
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