A VEZ DA LEITORA: MARIA APARECIDA

 Até que enfim… Mais uma leitora resolveu participar.

Agora é a vez da Maria Aparecida, ela tem 38 anos, é casada, tem dois filho e é portadora de alopécia há 03 anos. Ela nos enviou um texto muito bacana, mas infelizmente esqueceu de nos informar a fonte do texto. 

Respeitando a vontade de Maria Aparecida, sua foto não será postada, esperamos que todos compreendam.

Obrigada por sua colaboração Maria!!

Super beijo, Claudinha e Drica

VOCÊ TEM UMA VIDA DE PODE SER?

Todos os dias têm milhares de tarefas, desde escovar os dentes, ir ao médico, até encontrar o amor da sua vida. Tudo pode acontecer num único dia. Num único minuto. E tudo isso, invariavelmente, acontece no presente. Não no futuro, nem no passado.

Mas nós aprendemos que devemos nos preocupar. Devemos nos preocupar se uma coisa vai ou não acontecer. Viver no presente não é muito fácil, apesar de parecer óbvio. Parece que nossos pensamentos estão sempre preocupados. E o que é a preocupação, senão se ocupar antes com uma coisa que ainda nem existe?

É a cultura da preocupação. Vimos os nossos pais se preocupando conosco, com o nosso futuro. Vimos os nossos avós se preocupando com eles e com os nossos pais, e conosco. A preocupação passa a ser como um legado que devemos carregar pra sempre, sempre nos preocupando mais e mais.

E as pessoas morrem disso, sabiam? O que é o estresse senão um exagero de um emaranhado de preocupações, muitas vezes sobre coisas que nem existem. Grande parte das nossas preocupações nunca virá a acontecer de verdade e não me diga que é porque você se preocupou com elas. Afinal de contas, o que adianta se preocupar se vai chover ou não? Se tiver que chover vai chover sem ou com a sua preocupação. Encontrar soluções criativas, no caso de uma chuva, por exemplo, é a única coisa que podemos fazer caso ela aconteça de verdade. E digo caso ela aconteça. A tranqüilidade muitas vezes nos assusta, porque parece que vai acabar a qualquer momento, o que não é mentira. Afinal de contas quem é que agüenta tranqüilidade demais na vida?

No fundo isso tem a ver com a nossa necessidade de controlar as coisas, as pessoas e até mesmo os fenômenos da natureza. Queremos manter as coisas sobre controle porque isso nos conforta, faz com que nos sintamos mais seguros, mais acomodados nas nossas situações e, com isso, perdemos o melhor: a aventura da vida.

E a aventura da vida é a melhor parte dela. Você acordar sem saber se aquele pode ser o dia em que você vai ganhar na Sena, ser feliz, curtir um solzinho gostoso na janela do escritório, que seja. Ser criativo com aquilo que se é e como aquilo que se tem. Preocupar-se só emperra as nossas energias e faz com que as coisas realmente não andem, não funcionem. Você já reparou que quando uma coisa não te preocupa nem um pouco ela invariavelmente tem uma solução agradável e positiva? Vivemos, assim, uma “vida de pode ser”, que nada mais é do que um monte de ilusões, coisas que só existem na nossa cabeça e não na realidade.
Pois é, devemos “orar e vigiar” como nos diz a bíblia, os nossos pensamentos e preocupações. Assim, só assim, poderemos ter a cabeça fresca para que as boas idéias e as boas soluções sempre apareçam. Quando estiver preocupado com alguma coisa tente simplesmente relaxar, esquecer, meditar. Pergunte por que deve ficar preocupado com aquilo de verdade. Pergunte o que de pior pode acontecer naquela situação e sinta como você se sentiria com isso. Banque as suas decisões, esteja do seu lado seja lá o que for acontecer. Abrace a criançinha assustada que existe dentro de você, a conforte, diga a ela que vocês ficarão juntas e seguras seja lá o que for acontecer com vocês. Posso garantir que é um exercício poderoso para se livrar, definitivamente, das preocupações. O importante é estar no presente, no aqui e agora! Conscientes do que está acontecendo ao nosso redor e não vivendo no piloto automático.

Você quer participar do nosso blog??  Faça como a Maria Aparecida, envie seu texto, será um prazer imenso publicá-lo aqui!!  

Beijinhos, Drica e Claudinha

 

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Sobre Claudinha Grycak

Brasileira, divorciada, natural de São Paulo, 40 anos. Sou portadora de Alopecia há 21 anos, criei esse blog para aproximar as pessoas que sofrem desse problema. "Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser."
Esse post foi publicado em Artigos, Diversos, Psicologia, Reflexão e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para A VEZ DA LEITORA: MARIA APARECIDA

  1. Drica disse:

    Ótimo texto, obrigada Maria Aparecida por compartilhá-lo conosco.
    Caiu hj pra mim como uma luva, fazendo o impossível pra deixar as preocupações de lado.
    Bjinhos

    Drica

  2. Pingback: VOCÊS CONHECEM A VEZ DO LEITOR?? « Alopecia Areata Brasil

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