PSICODERMATOSES

Texto de Dr. Roberto Azambuja

Oie…

Tudo bem com vocês?  Espero que sim.  Pra variar só um “tiquinho” em meus passeios “internéticos” achei mais um daqueles assuntos interessantíssimos e, é claro, vim correndo para dividir com vocês…  Espero que gostem!!

Beijocas, Claudinha

A importância de fatores psicológicos nas dermatoses sempre foi evidente, mas só há algumas décadas vem sendo reconhecida como válida em face de relatos de pacientes, de circunstâncias significativas e de comprovações científicas.

As clínicas dermatológicas que mantêm serviços de psicologia ou aquelas com estreita colaboração com psiquiatras e psicólogos reconhecem que o controle eficiente de cerca de um terço dos pacientes atendidos requer atenção para alterações psicológicas associadas às condições cutâneas.

Se não forem convenientemente tratadas, essas alterações mantêm o problema da pele sem regressão ou desencadeiam seu reinício após breve período de alívio. Esses quadros, que derivam do envolvimento entre a mente e a pele, são designados distúrbios psicodermatológicos.

Genericamente, há três tipos de psicodermatoses:

  • Distúrbios psicofisiológicos, que são alterações não diretamente relacionadas com a mente, mas cuja intensidade é poderosamente influenciada por fatores psicológicos, principalmente tensão e ansiedade; é o caso da acne, alopecia areata, dermatite atópica, psoríase, púrpura psicogênica, rosácea, dermatite seborréica e urticária.
  • Distúrbios psiquiátricos primários, que são estados psicológicos que resultam em manifestações cutâneas autoinfligidas, como tricotilomania (arrancamento dos cabelos), escoriações psicogênicas, ilusões de parasitose.
  • Distúrbios psiquiátricos secundários, que são estados psicológicos motivados pela mudança estética produzida pela dermatose; é o que acontece principalmente no vitiligo e em todas as doenças que implicam aparência desfigurada visível.

Portanto, os problemas psicológicos relacionados com a pele podem influir sobre o rumo da dermatose, originar uma dermatose ou surgir devido à presença de uma dermatose.

Os distúrbios psicológicos mais comumente envolvidos com dermatoses são estresse, ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo e estresse pós-traumático.

O estresse, caracterizado como distresse, isto é, o estresse maléfico, é o estado mais citado pelos pacientes. Decorre da falta de habilidade em lidar com situações psicossociais cotidianas no trabalho, na família, na vida pessoal, no trânsito e em outros momentos comuns. A ansiedade é citada a seguir. Distresse e ansiedade muitas vezes são confundidos ou tomam parte conjuntamente em certos pacientes.

A depressão é queixa que se avoluma continuamente. Observa-se um número surpreendente de pessoas que alegam serem deprimidas, inclusive jovens. Há, por outro lado, muitas vezes exagero em classificar pessoas como deprimidas por parte dos médicos. É duvidoso que todas as pessoas em uso de antidepressivos realmente necessitem deles.

O transtorno obsessivo-compulsivo geralmente não é queixa do paciente, porque ele não se reconhece como tal, exceto em casos de dermatoses nas quais ele se dá conta de que a agressão à pele é feita conscientemente e sem controle de sua vontade.

O estresse pós-traumático, geralmente originado de acidentes, agressões ou abuso e violência sexual, está por trás de muitos quadros clínicos dermatológicos.

As psicodermatoses devem ser tratadas em seus dois componentes, o psicológico e o dermatológico. Os psicofármacos são de grande valor em muitas situações, principalmente para tirar o paciente de fase aguda de certas psicodermatoses. Para seu emprego é decisivo que seja feito o diagnóstico da condição psicopatológica, já que a aplicação dos ansiolíticos, antidepressivos e outros psicofármacos têm características muito específicas.

Junto com esse tratamento médico deve ser feito o tratamento psicológico, que visa colocar o paciente em contato com seus recursos próprios e facilitar mudanças de comportamento. Há uma variedade de técnicas efetivas. Também neste aspecto é preciso conhecê-las para utilizar a que se ajustar melhor ao paciente e ao tipo de distúrbio presente.

Fonte: http://www.dermatologia.net

Sobre Claudinha Grycak

Brasileira, divorciada, natural de São Paulo, 40 anos. Sou portadora de Alopecia há 21 anos, criei esse blog para aproximar as pessoas que sofrem desse problema. "Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser."
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4 respostas para PSICODERMATOSES

  1. Nadia disse:

    Sabe, eu tenho uma tia que ela tem diabetes e toda vez que ela fica procupada com alguma coisa, desencadeia umas feridas na pele dele, começa a coçar e machuca de verdade, fica uma coisa horrível… mas é tudo psicológico. Quando ela está bem, a pele vai melhorando…

  2. Silvia disse:

    Mais uma vez o blog chama a atenção para o cuidado integral – corporal e psicológico. Ainda há muito preconceito em relação aos problemas de saúde relacionados ou agravados por problemas emocionais e esse é mais um canal de quebra de mitos e aprendizado. Obrigada meninas! bj Enquanto nenhum homem se manifesta fica aqui no feminino MENINAS mesmo. bj

  3. Drica disse:

    Adorei esse post, muito explicativo e revela o que realmente acontece conosco.
    Umas das minhas primeiras dermatologistas disse aos meus pais que no meu caso todas as questões emocionais se somatizavam na pele e cabelos, éstá aí a explicação para que a psoríase surgisse aos 11 anos de idade e a alopecia aos 20.
    Mais uma vez o importante é nos vermos como um ser único onde corpo, mente e espírito são uma coisa só.
    Só há pouco tempo que me dei conta da importância da terapia, foi um tempo perdido, mas vou recuperá-lo.
    Bjks a todos.

    Drica

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