DR. DRAUZIO VARELLA FALA SOBRE ALOPECIA AREATA

Por Adriana Balthazar

Olá a todos queridos e queridas!!!

Mais um feriado aqui pro nosso Estado de São Paulo, esse ano como caiu na sexta-feira, quem pôde aproveitou pra emendar o feriadinho, eu consegui emendar, ufaaaa!!!

Mesmo todos os anos a mídia falando sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, muitas vezes esquecemos os famosos MMDC, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, os estudantes paulistas revolucionários que morreram lutando pela instituição da Constituição.

Bom, mas agora voltando à Alopecia Areata, posto a seguir um texto que encontrei no site do Dr. Drauzio Varella. Vale a pena consultar o site dele, há muita coisa interessante.

O endereço é: http://www.drauziovarella.com.br

Tenham um lindo dia!!!

Bjinhos, Drica


ALOPECIA AREATA

Você já deve ter visto pessoas com perda de cabelo localizada em áreas bem delimitadas. Elas podem ser portadoras de alopecia areata, condição caracterizada por perda de cabelo ou de pelos em áreas arredondadas ou ovais do couro cabeludo ou de outras partes do corpo.

Alopecia areata ocorre em 1% a 2% da população. Afeta ambos os sexos, todos os grupos raciais e pode surgir em qualquer idade, embora em 60% dos casos seus portadores tenham menos de 20 anos.

A perda de cabelo é assintomática, mas alguns pacientes se queixam de prurido ou queimação que precedem o aparecimento das placas. Geralmente, as áreas em que o cabelo cai são bem delimitadas e esparsas pelo couro cabeludo (alopecia areata), mas podem se tornar confluentes e evoluir para a queda total de cabelo e de pêlos do corpo (alopecia totalis). Alterações na superfície das unhas surgem em 10 a 50% dos casos.

Embora o diagnóstico possa ser feito pela simples aparência das áreas sem cabelo, circunscritas, em certos casos há necessidade de fazer biópsia da pele afetada para afastar outras causas de alopecia.

Existe um teste simples que ajuda a identificar os casos de alopecia areata e a diferenciá-los de outros tipos de queda de cabelo: consiste em simplesmente puxar com delicadeza um tufo de cerca de 60 fios de cabelos situados às margens da área pelada. O teste é considerado positivo quando pelo menos 6 fios são arrancados pela raiz.

Em 10% a 42% dos casos, há outras pessoas na família com o mesmo problema. Diversos genes têm sido implicados na suscetibilidade à alopecia areata; eles provavelmente interagem com fatores ambientais, como o estresse ou a presença de microorganismos, para disparar uma resposta imunológica anômala que lesa o folículo piloso.

Em 20% a 30% dos casos a alopecia está associada com outras enfermidades de natureza imunológica: tireoidites, diabetes, lúpus, vitiligo, etc. Rinites e outras condições alérgicas são encontradas em mais de 40% dos pacientes.

A história natural da doença é extremamente variável. Durante a vida, podem ocorrer diversos episódios de queda, seguidos de recuperação parcial ou total do cabelo perdido. Pode haver queda num local e crescimento em outros; mas, a perda também pode ser irreversível.

Quando o cabelo volta a crescer, geralmente é branco e fino para depois adquirir cor e consistência normais. Com ou sem tratamento, crescimento parcial ou completo deve ser esperado dentro de um ano, nos casos de alopecia em placas.

De 7% a 10% dos pacientes desenvolvem formas graves de alopecia crônica. Quando a alopecia areata instala-se antes dos dois anos de idade, 55% das crianças mais tarde evoluem para alopecia totalis.

O tratamento não é obrigatório, porque não previne novas recidivas, uma vez que a condição é benigna e tende a regredir espontaneamente, mas costuma ser indicado porque a alopecia pode causar distúrbios psicológicos importantes.

Nos adultos com menos de 50% de envolvimento do couro cabeludo, o tratamento de primeira linha são as injeções locais de derivados da cortisona. Nos pacientes que respondem bem, o crescimento pode ser notado 4 a 8 semanas. As injeções são repetidas a cada 4 ou 6 semanas. Nos casos em que a queda de cabelo foi rápida, extensa e duradoura, os resultados são pobres. Se depois de 6 meses não houver resposta, o tratamento pode ser interrompido.

A aplicação tópica de cremes contendo corticosteróides é uma opção menos eficaz do que a injeção, mas bastante empregada, especialmente em crianças, para evitar a dor que as injeções locais provocam.

Soluções de Minoxidil — substância que estimula a síntese de DNA no folículo piloso, aplicadas duas vezes por dia — demonstram eficácia em 20% a 45% dos casos.

Tratamento local com creme de antralina, uma substância com propriedades antiproliferativas, tem sido empregado com resultados variáveis.

Sensibilizadores de contato como o DNCB e o SADBE, capazes de provocar reações imunológicas quando colocados em contato com a pele das áreas afetadas, estão indicados especialmente quando mais de 50% do couro cabeludo estiver comprometido. Um estudo mostrou 60% de resposta nesses casos, com resultados cosmeticamente aceitáveis a partir do sexto mês de tratamento.

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2 thoughts on “DR. DRAUZIO VARELLA FALA SOBRE ALOPECIA AREATA

  1. Minha filha esta com alopecia areata foi feita a biopsia e constatou mas aparentemente se parece muito com Alopecia areata difusa pois inciciou por inumeras vezes por tratamento “Remedios” sem sucesso infelizmente gostaria que me recomendasse um especialista na area publica mesmo pois não tenho como pagar o tratamento da minha filha ela tem apenas 14 anos esta no auge de sua adolecencia esta usando peruca e é muito constrangedor na escola estou sofrendo muito o cabelo dela estava nascendo mas começou a cair tudo de novo começou no mesmo ponto quando caiu da 1ª vez por favor me ajudem
    desde ja agradeço
    Uma mãe desesperada
    Elaine Cristina

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